Qual é a sua responsabilidade?
- VILLY FOMIN

- 6 de out. de 2021
- 2 min de leitura
Já citei inúmeras vezes uma questão sugerida pelo Freud que nos coloca na cena, protagonizando a vida: “Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”. Perguntas que incomodam merecem atenção pois elas podem nos levar para um novo e elevado nível de autoconhecimento. Encarar a responsabilidade é coisa de gente que quer viver bem. Assumir erros é etapa do caminho da integridade. Lembre: não há como melhorar a qualidade da vida sem visitar as próprias sombras.
O problema é que a gente tem medo de assumir erros por causa das demandas sociais que nos cercam. Consideramos mais importante manter a aparência do que ser feliz, em outras palavras: é melhor vender uma imagem (para os outros) do que viver uma realidade. Que loucura, né? Lembre: Felicidade só é possível quando há honestidade pessoal. O que você quer?
Assumir que existem hábitos nocivos, posturas inadequadas e comportamentos absurdos é muito difícil, porém é assim que nasce a possibilidade da cura. Há quem prefira se esconder na sublimação, apaziguando mediocridades. Há quem opte por mergulhar na negação deformando ainda mais o coração. Escute a sabedoria das ruas: “Cuidado para não tropeçar em tudo o que finges não sentir”. Na insistência de negar a necessidade de novos comportamentos, vamos tropeçando no própria arrogância quando poderíamos caminhar em paz com nossos erros, elaborando nossas carências com amor próprio e sem pressa.
Talvez isso represente para você um rompimento com seu modelo de vida atual, perceba como isso é incrível: Você é livre para mudar, você pode romper padrões.
Ouse descer do trilho e desbrave as possibilidades da vida abrindo sua própria trilha. “Não ousar é perder-se” (Kierkegaard).
VILLY FOMIN
Psicanalista e Escritor






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