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Eu não posso mudar meu passado!

  • Foto do escritor: VILLY FOMIN
    VILLY FOMIN
  • 8 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

No mundo emocional o passado deixa de ser um aglomerado de datas e passa a ser um espaço de sentimentos marcado por experiencias boas e ruins, por isso é importante manter uma relação saudável com esse espaço. Não é possível esquecê-lo assim como é preciso tomar cuidado para não idolatrá-lo. Há pessoas que tratam o passado como um quarto trancado, um casa sem janelas e ficam morando lá, remoendo dores, alimentando reclamações estéreis, respirando um ar poluído, nutrindo uma autocondenação devastadora.

Gosto de pensar que o passado tem ser tratado como um museu, um lugar onde visitamos, aprendemos sobre a história, olhamos para as péssimas decisões para que corramos o risco de repeti-las, lamentamos, choramos, atualizamos a memória e saímos para a vida. Visitar o passado é importante para que o futuro seja diferente. Morar no passado é manter a vida com as mesmas cores, sem novidades, sem horizonte.


Há quem possa estar pensando: “Mas eu não posso mudar meu passado!”. Verdade, as histórias do passado não podem mudar em sua natureza histórica, mas podem ganhar novos significados emocionais. Eu posso olhar para meu passado com novas lentes e aprender com meus erros. Ricardo Gondim nos coloca um desafio existencial que também revela amor pessoal: “Não seja seu próprio carrasco. Diante dos erros está o grande desafio da vida: amadurecer”.


Que lindo projeto de vida: viver o presente fazendo as pazes com minhas versões anteriores para que minhas versões futuras sejam mais bonitas e leves.


No incrível livro “A Bailarina de Auschwitz”, Edith Eva Eger nos ensina: “Ao longo do tempo, aprendi que posso escolher como reagir ao passado”.


Ao invés de passar a vida com o sentimento de que o passado é um dedo acusatório, comece a olhar o presente como uma mão estendida, convidando para novas tentativas.


© VILLY FOMIN I Psicanalista Clínico




 
 
 

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