Bagunças emocionais
- VILLY FOMIN

- 22 de mar. de 2022
- 1 min de leitura
O existir é extremamente ambíguo.
O desejo de estrada plana revela as oscilações dos nossos caminhos. O desejo de ser feliz revela as inevitáveis tristezas que entram sem pedir licença. As oscilações dos nossos sentimentos revelam a complexidade do nosso mundo interno.
A vida é inconstante, nós também.
Há dias em que estamos efervescendo de alegria, há dia em que exalamos tristeza.
Há dias em que somos embaixadores da esperança, mas há dias em que o nosso coração habita lugares repletos de apatia e infelicidade.
Há dias de luz, há dias de trevas.
Há tempo para tudo debaixo do sol e ninguém passa pela existência sem se chocar com essas contradições.
Viver é a coisa mais linda, viver é a coisa mais triste.
A vida é feita de paradoxos, nossa busca deve focar na sabedoria para saber surfar nessas ondas.
Guarde as palavras de Jung: “Não é possível despertar a consciência sem dor. As pessoas são capazes de fazer qualquer coisa, por mais absurda que possa parecer, para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se ilumina fantasiando figuras de luz, mas se tornando consciente da sua escuridão”.
Não tenha medo das suas sombras, tenha medo de passar a vida vendo a vida passar sob a ótica ilusória de que um dia a vida estará toda organizada.
Encare suas bagunças internas, aceite suas carências e pegue mais leve com você.
De repente a gente descobre que organizar a vida nada mais é do que saber que algumas bagunças fazem parte do jogo.
© VILLY FOMIN I Psicanalista Clínico






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