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A mais medíocre existência

  • Foto do escritor: VILLY FOMIN
    VILLY FOMIN
  • 15 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Vira e mexe precisamos questionar nosso modelo de vida. Muita gente tem resitência em fazer esse exercício pelo fato de que o questionamento resultará na constatação de que mudanças são urgentes. E mudar dá trabalha. Mudar dói. Acredito em boas mudanças desde que haja um comprometimento pessoal com a a própria história. Não adianta ficar esperando, tem que suar a camisa em favor de uma vida nova. Rubem Alves afirmou: “Todo mundo gostaria de se mudar para um lugar mágico. Mas são poucos os que têm coragem de tentar”.


A vida não poder ser reduzida em meia dúzia opções. A paleta de cores da existência é exuberante. Isso pode complicar em algumas situações porque decidir é tarefa árdua, mas isso também pode salvar em outras situações porque ninguém precisa se limitar a viver encarcerado em caminhos monocromáticos. Não deixe a apatia tomar conta do seu pedaço, busque ajuda e transborde, atravesse o lago e veja as possibilidades que o outro lado oferece. Sonhe, arrisque. Vira e mexe é necessário ter aquele frio na barriga que antecede o salto.


É preciso de teimosia para que algumas coisas saiam do papel. Temos censuras por todos os lados, olhares que atravessam nosso ser com a tentativa de reprimir desejos. Precisamos aprender a viver com a reprovação dos outros, quem vive para agradar geral acaba vivendo a mais medíocre existência. Você sabe o que você viveu e você sabe o que quer viver, logo a questão não é o que os outros pensam, mas o que você quer e quanto isso irá custar. Escutar opiniões é muito importante. Se escutar é fundamental.


A vida está passando, o ano já não tem mais status de ano novo e você está esperando o quê para inaugurar novas histórias? Melhor viver com a censura alheia do que com a frustração pessoal de não ser o que se quer ser.


Guarde as palavras do professor Cortella: “Quando o modelo de vida leva a um esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar no mesmo caminho”.


© VILLY FOMIN I Psicanalista Clínico







 
 
 

1 comentário


Nelcimar Conceiçao Souza
Nelcimar Conceiçao Souza
16 de mar. de 2022

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