A dor e o encanto dos recomeços
- VILLY FOMIN

- 6 de out. de 2021
- 1 min de leitura
Por vezes é preciso de teimosia para que algumas coisas saiam do papel. Temos censuras por todos os lados, olhares que atravessam nosso ser com a tentativa de reprimir desejos. Precisamos aprender a viver com a reprovação dos outros, quem vive para agradar geral acaba vivendo a mais medíocre existência. Você sabe o que você viveu e você sabe o que quer viver, logo a questão não é o que os outros pensam, mas o que você quer e quanto isso irá custar. Escutar opiniões é muito importante. Se escutar é fundamental.
Recomeçar é um desafio encantador. Tem encanto e tem dor.
Assim é a vida, uma dança de sentimentos, somos “oceânicos” e a questão não é acalmar o mar e sim aprender a navegar nas muitas situações que sempre se apresentarão a nós, a vida é movimento, nós somos feitos de mudanças, por isso considero fundamental mergulhar nos conteúdos pessoais, eles não são isentos de ideias deturpadoras que podem contaminar nossos sentidos de vida. Por favor, não pare de se olhar. O autoquestionamento pode evitar tragédias.
Não fique á deriva, inaugure seus recomeços. Não se abandone, questione sempre suas motivações. Somos ambíguos, luzes e sombras. Encantamos e assustamos. Ferimos e somos feridos. A despeito disso tudo acredito em recomeços, acredito que corações feridos podem receber toques que curam. Acredito em reinvenções, sei que as travessias são tensas na mesma medida em que são excitantes. Pode parecer um absurdo e talvez seja por isso que eu acredito.
VILLY FOMIN
Psicanalista & Escritor






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